Sabem quando encontramos, exactamente, aquilo que procuramos?… Todas as livrarias são verdadeiras arcas do tesouro é certo e há poucos lugares tão gratificantes como estes em que os livros cobrem as paredes e as bancadas… e bem, quase tudo…
Mas comecemos no início… N’ A Casa Amarela, este ano, vamos conhecer um país absolutamente lindo… Vamos tentar adivinhar qual é…? É um país que fica num recanto suficientemente próximo de tudo mas, aconchegadamente longe, da maior parte do caos… Onde o sol brilha tanto que quase todos os dias são amenos e luminosos e no qual qualquer criança pode ser feliz só de olhar o céu absolutamente azul.
É um país onde quando chove a terra ganha um cheiro a fresco e o mar, que lhe banha a costa a Oeste e a Sul, dança e crepita debaixo das gotas como se brincasse divertido. Neste país há enseadas de areia branca lado a lado com penhascos onde o vento nos assalta sem aviso e nos assusta – ou será que nos acorda…? Neste país adoramos o mar desde que nos sabemos gente… Adivinharam. Este ano vamos ficar por casa.
Nestes próximos dez meses de escola que se aproximam – a que, pomposamente e mui orgulhosamente, demos o nome de “Viagens na Minha Terra”… – vamos descobrir que há cidades diferentes de todas as outras e aldeias pequenas onde o musgo do esquecimento cobre de verde os telhados. Vamos, tal como o próprio Almeida Garrett nessa sua crónica épica, conhecer as gentes, sentir os cheiros, tomar as cores, observar a vida com os olhos de quem não tem pressas… Porque não temos pressa.
Por isso, quando se entra numa livraria em busca de “momentos de leitura” que nos levem até ao nosso primeiro destino e nos façam sonhar com a vida para trás dos montes e dos rios, sente a bom prenúncio encontrar logo ali um livro em cuja capa um pastor e o seu cão olham os montes como se acabados de sair de um qualquer livro de Miguel Torga. Lá dentro a mensagem ambiental per se: a única diferença que não faremos individualmente, é aquela que não tentarmos fazer.
(Para além deste, vieram mais livros para crianças sobre os ciclos do mel, do papel e do pão em Portugal que em breve partilharemos… )