“É sentada ao pé de vocês…

…que eu vos conto histórias, vos leio livros. Que eu faço jogos convosco. Ali mesmo a jeito dos afectos e dos abraços.”.
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Seja em casa ou na escola. Sejam os pais ou os educadores. Uma conversa, um jogo, deve ser partilhado com o nosso olhar ao nível do olhar do outro. Ter de olhar para cima, para alguém “maior” do que nós… pode inspirar muitas coisas, mas nenhuma delas é serenidade. Ou conforto. Ou carinho.
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Os limites são absolutamente necessários ao crescimento saudável de uma criança mas não é através do desnível que se explicam… quando muito nesse desnível, impõem-se sem explicação. O que no final, irá apenas levar ao “cumprir sem saber porquê” que esmaga a auto-confiança e a auto-estima de qualquer um, pelo carácter de “não pensamento” que supõe e a que obriga.
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Eventualmente a não explicação e não compreensão levará ao não cumprimento e à procura das razões que não foram partilhadas… Depois surge a palavra “rebeldia”… A rebeldia é apenas a procura de uma “verdade que não se entende” – ou que, por motivos pessoais, não se consegue entender… Mas essa já é uma outra linha de pensamento, que nos levaria à cadeira macia da análise…
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Há um grupo de pessoas face a quem as crianças entendem na perfeição o desnível dos olhares… os avós. Isso deve-se a muitos factores – frequentemente também físicos e de mobilidade… – mas, principalmente, ao facto das crianças entenderem desde muito cedo que não cabe aos avós o traçar dos limites… Mas antes adoçá-los com o mel e a compreensão com que, aqui e ali, se pode saudavelmente contornar uma ou outra regra “limitante”…
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Não há, nem deve haver, aqui qualquer antagonismo ou oposição. Porque qualquer limite impõe-nos uma regra… mas simultaneamente um desafio. Faz parte da natureza humana. Se assim não fosse, e já que andamos numa onda de conhecimento astral… ainda estaríamos parados com o Sol a girar à nossa volta…
Os pais apontam-nos na areia o limite até onde podemos brincar sem nos perderem de vista… Os avós mostram-nos as conchas maravilhosas que existem lá ao fundo, “naquela praia” onde ninguém vai…
Catarina A. Correia dos Santos
Fundadora do Projecto A Casa Amarela
Licenciada e Mestre em Psicologia Clínica (I.S.P.A.)
Licenciada em Psicologia Social e das Organizações (I.S.P.A. /Katholiek Universiteit Brabant)
Membro Efectivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses (O.P.P.)
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Photos Copyright by (#3) Child Plan Inc.

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