A Autoestima e a Educação Pré-escolar.

Photo of happy girls with handsome lads in front smiling at camera

O amor-próprio, ou autoestima, nasce do amor que encontramos nos olhos do outro. E da força e desígnio que isso coloca dentro de nós.

A noção de que a “personalidade” de um indivíduo se forma até aos cinco anos de idade não é nova. Tão pouco é nova a ideia de que a “autoestima” começa a ficar bem definida por esta idade, como defendido no artigo “Implicit measures for preschool children confirm self-esteem’s role in maintaining a balanced identity” e referenciado esta semana na imprensa Americana (https://www.washingtonpost.com/local/education/by-age-5-children-have-a-sense-of-self-esteem-that-rivals-adults-study-says/2015/11/06/72e39f2a-83f7-11e5-9afb-0c971f713d0c_story.html?tid=sm_fb). Mas, e tal como estes investigadores referem, a autoestima é uma “estrutura maleável”. Não fosse o ser humano ele próprio, uma estrutura absolutamente “dinâmica” que se forma e reinventa na “relação com o outro”.

Uma vez que este estudo surgiu na sequência do crescente investimento na educação pré-escolar nos E.U.A., torna-se provavelmente importante agora, pensar em que medida esta informação, nos deve fazer repensar a educação pré-escolar por cá. Será uma questão de ensinar mais, ou de ensinar de forma diferente?…

590003.TIF

Uma criança com uma maior autoestima será um adulto mais feliz e com maiores possibilidades de alcançar boas concretizações na sua vida. Estamos todos de acordo nisto, creio. Mas o que leva a essa “boa” autoestima?… Deter mais e mais informação?… Ou perceber que se é “bom” numa determinada área de conhecimento ou de actividade?…

Acredito que nunca fez tanto sentido uma “educação” na qual o mundo é posto a descoberto, para permitir a procura de um caminho “específico” para cada indivíduo.

Embora nos tenhamos todos de encontrar algures lá à frente – ou pelo menos seria ideal que assim fosse – naquilo a que comummente se chama de “cultura geral”, talvez seja uma ideia absolutamente simples e brilhante, cada um começar por perceber o que faz brilhar “a estrela no seu céu”. O que o desperta. O que o empolga.

Aqui na Casa Amarela, já tivemos crianças com as mais incríveis “estrelas no céu”…. Interesses profundos por peixes, por desenho… E, intuitivamente ou não, os nomes afectivos de “Pequeno Cousteau” ou “Pequeno Picasso”, depressa pairaram no ar… Talvez porque haja o entendimento inconsciente, que só seguir uma grande “paixão” pode levar a uma vida de profundas “realizações”.

É isso, que aqui na Casa Amarela queremos que as nossas crianças descubram: a sua estrela no céu. Antes do geral, mas necessário, “banho” em todo o conhecimento que o ser humano descobriu e guardou até hoje. «Aqui aprende quem és e como és bom naquilo de que gostas. Quando saíres daqui, será tempo para “redescobrires” o mundo.».

Catarina Correia dos Santos

Psicóloga e Directora d’ A Casa Amarela

sem nome (10)

Fotos Copyright: Gopix.database.com e cwdcouncil.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s