Abóboras e Santorinhos…

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Por terras lusas, desde há muito, que lá pelo final deste mês… as crianças desciam à rua para bater de porta em porta a pedir o “Pão por Deus” ou Santorinho. Entretanto, como o planeta se tornou mesmo na “aldeia global” prevista por Claude Lévi-Strauss (1959), foi chegando até nós essa outra tradição de transformar abóboras em lanternas “spooky” e de ir de porta em porta pedir doces para não se concretizarem travessuras…!

O que nos leva ao título desta publicação… Como juntar abóboras e santorinhos numa mesma celebração?… Como nós somos uma casa “Planeta Terra” e o nosso projecto pedagógico deste ano é todo ele adornado de uma vertente minimalista, apercebemo-nos que “fazer crescer uma abóbora”, até que vai bem com todo o ambiente rural que rodeia os Santorinhos e as descidas e subidas por pequenas ruas de aldeia…

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Mas como toda a semente precisa de terra – isto já aprendemos na semana passada…! – e já agora a terra precisa de um vaso… Hoje dedicámo-nos à primeira fase da Operação ABÓBORA 2014…! Não se riam porque isto é uma coisa séria… Houve entre nós quem tenha ficado com uma ou várias madeixas de cabelo cor-de-laranja!… Já para não falar de braços, narizes e dedos absolutamente perdidos naquela linha que separa o que é o vaso do que é o meu dedo”… Não sei se sabem, mas a partir de uma determinada quantidade de tinta, a noção “do que é que é o quê” fica algo dúbia…

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Entretanto, findo o esforço imenso de dar exaustivamente esta primeira cor aos vasos, eis que chegou o descanso dos guerreiros e as corridas pelo jardim. Algumas meninas dedicaram alguns minutos à avaliação do trabalho dos grupos em geral, mas ainda não sabemos qual foi a apreciação porque até agora não entregaram qualquer tipo de relatório ou manifesto. Reparámos apenas que a observação foi preciosista – ou não fossem meninas… – e nada silenciosa – ou não fosse meninas…

Novas etapas aguardam-nos. Etapas verdes. Etapas com sementes e terra. Com colagens… Bem!… Quem diria que dava tanto trabalho fazer crescer uma daquelas “lanternas spooky”, não é mesmo?…

E viva o mundo rural!… 🙂

Catarina Correia dos Santos

Psicóloga e Directora Técnica

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