A Casa Amarela Infantário
Um sítio perfeito para se crescer.Arquivo para Março, 2009
SETEMBRO: Inscrições Abertas a partir de dia 1 de Abril
Informamos os pais interessados, que no próximo dia 1 de Abril abrem as inscrições para Setembro de 2009, sendo que a partir desta data, começaremos a aceitar as inscrições por ordem de chegada e até completar o número de vagas existentes. Após o preenchimento de todas as vagas, manter-se-à uma lista de espera para substituição de eventuais desistências.
Pedimos aos pais, que dentro do possível, evitem o horário das 11h às 12.30h, altura na qual decorrem as rotinas de higiene e alimentação, assim como a entrega e acolhimento das crianças em horários parciais.
Obrigada pela vossa compreensão.
Até já.
O Capuchinho Vermelho no AteLier de ArTes PláStiCas
Hoje contámos a História do Capuchinho Vermelho, e como a Capuchinho quis ir pela floresta, nós decidimos ir com ela… Pelo caminho desenhámos tudo o que fomos vendo: árvores, flores, passarinhos, etc…
E eis a nossa obra de arte:

O papel do Pai.
Crescer com um pai e com uma mãe – apesar das suas eventuais discórdias e mais que certos desencontros – é como viver num país com dois partidos (Coimbra de Matos, 2009); supostamente, oferece-nos a possibilidade de aceder a duas visões sobre as coisas, a duas maneiras de fazer exactamente uma mesma coisa, à possibilidade de optar. E sobre esses dois olhares sobre o mundo, cresce o nosso, parecido em muito com estes mas, ainda assim, diferente quanto baste.
Se bem que laços biológicos e de nutrição ligam mãe e bebé de um modo particular nos primeiros tempos, ao pai impõe-se um papel delicado; para além de se estabelecer como a entidade com quem se mantém um vínculo afectivo sob a égide da segurança e da presença dos limites, este terá ainda de funcionar, amiudamente, como o “mediador” na relação mãe-filho. Como o psicanalista Fairbairn (1940) escreveu: o pai corrige os “vícios” relacionais com a mãe.
Num tempo em que, ter um filho passou a ser um privilégio caro e bem pensado, passámos de ter um “l’enfant” para proteger um “infant” (Aulagnier, 1986), ou seja, a criança que crescia entre iguais, tende a passar a ser criada como “especial” – com toda a fragilidade e solidão que acarreta, sentirmo-nos diferentes dos nossos pares.
Quando uma mãe tem o seu bebé ao colo e a brincar finge que o atira ao de leve ao ar, faz exactamente isso… finge que o atira; subtilmente mantém-no sempre ao colo. Quando um pai tem o bebé ao colo e o atira ao ar, atira-o bem alto; e é lá de cima que ele vê o seu mundo.
Catarina Santos
Psicóloga Clínica e Directora Técnica
Aulagnier, P. C. (1986). “Un Interprète En Quête De Sens.“. Editions Ramsay: Paris.
Coimbra de Matos, A. (2009). Discurso proferido no 1º Encontro da Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica sob o tema “A Esquizóidia e a Sociedade Actual”. Lisboa.
Fairbairn, R. (1949). Estudos Psicanalíticos da Personalidade. Vega: Lisboa.
FELIZ DIA DO PAI NA A CASA AMARELA:

Aprende-se ao espelho
Aprende-se ao espelho. No sentido em que quando uma criança aprende, ela aprende em frente a um espelho, que é um outro ser humano, que entendido emocionalmente como um igual, lhe proporciona a experiência de poder ver e repetir as experiências que a impelem para o crescimento. Mais que aprender, ao observar o outro e as suas experiências – positivas e negativas – a criança aprende algo, que não sendo um conhecimento, será uma peça fulcral na sua relação futura com a vida e com os outros: a capacidade de empatia.
Os neurónios em espelho e as sinapses entre eles (sinapses espelhadas) permitem viver um determinado acto ou emoção como se o próprio fosse o actor envolvido e não um mero observador. Este viver das experiências sem a obrigatoriedade de passar pelo acto, constitui uma base fulcral da aprendizagem pelo “faz de conta”, constituindo em parte, um aprender indirecto, pelo erro “do outro”. A linguagem é uma das áreas que parece mais ganhos receber deste funcionamento, embora dada a sua recente descoberta pelas neurociências, é esperado entender-se em breve, muito mais sobre o quão extenso será realmente o papel do funcionamento mental em espelho, no desenvolvimento e aquisições dos primeiros anos de vida.
Catarina Santos
Psicóloga Clínica e Directora Técnica